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segunda-feira, setembro 19, 2005

A deposição do lixo da cidade de São Paulo - Um problema, no mínimo, estadual.

Considerando que acabei de postar sobre o "Movimento Lixão + 1, não!", que combate a instalação de outro lixão na cidade de São Paulo, aproveito o tema para tecer alguns comentários e apresentar sugestões:
a) O volume de lixo produzido atualmente pela megalópole de São Paulo já não pode mais ser tratado como um problema municipal, meramente local. Em qualquer lugar da grande São Paulo que a PMSP deseje depositar resíduos, ocasionará impacto socioambiental com escala estadual, o que implica dizer que o problema é no mínimo do Estado, por obviamente atingir municipios limítrofes.
b) Existia, algum tempo atrás, um protocolo firmado entre a PMSP e a CETESB, que previa a deposição de resíduos em troca do tratamento do chorrume. Embora não se saiba da legalidade de tal "protocolo" e se ainda está em vigor, o documento já demonstrava a necessidade da atuação conjunta dos departamentos municipais e estaduais.
c) Cabe dizer que talvez o ideal seja depositar o lixo em algum lugar distante dos grandes centros urbanos, mas que ao mesmo tempo seja logística e legalmente viável. Devem existir dezenas de locais em cidades próximas, que talvez se interessem e sejam apropriadas para a deposição e o tratamento de resíduos.
d) O tema resíduos e aterros liga-se diretamente às questões de meio-ambiente. Sugere-se às autoridades que busquem o excelente trabalho acadêmico do Prof. Dr. André Lima, intitulado "Zoneamento Ecológico-Econômico e os Direitos Socioambientais". O Prof. André possui enfoques profundos e atualíssimos , é ligado a ONG ISA - Instituto Socioambiental (www.socioambiental.org) e seu extenso trabalho está em fase de publicação.
e) É necessário que o cidadão seja continuamente esclarecido e educado no tocante ao lixo que produz, devendo participar ativamente em sua redução. Embora pareça uma tarefa incômoda e malcheirosa, é uma providência cidadã.