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sexta-feira, outubro 21, 2005

Santas dores dos problemas complexos e o papel da cidadania

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É claro que muitos problemas brasileiros decorrem de um mundo injusto e em ebulição.
E é claro também que tais problemas são extremamente complexos e merecem detida análise e enfrentamento.
Porém, tais assertivas não devem afastar o empenho da cidadania em debatê-los e criticá-los, em lutar por simplificá-los e em apresentar propostas para a sua solução.
Ainda que aparentemente de maneira radical, no contrapeso à higidez das teorias mais ortodoxas, devem estar os homens práticos a postular pelas finalidades sociais das políticas públicas, que venham a integrar o mundo e suas nações, diminuindo as diferenças entre os homens e nivelando-os pelo "mesmo patamar de dignidade".
Ressalte-se a importância da dignidade, pois tal conceito traça uma linha, ainda que tênue, que separa o assistencialismo puro (de fundo perdido), do valorativo, que é aquele que imprime a educação, a confiança e a responsabilidade ao assistido.
Ademais, da mansidão de pensamentos e da unânime opinião, nada se tira, além da inércia. É do conflito, das crises, das dores e das críticas que surgem as grandes idéias e lições, que rompem paradigmas e estabelecem novas metas, nunca antes imaginadas.
Deve a cidadania ser exemplar, portanto, não somente para os justos, mas especialmente para os injustos que se julgam mais preparados, testando-os e forçando-os a refletir, a mudar, a crescer.
Para que os ortodoxos tenham por metas não somente se comprometer em se comprometer, mas sim se comprometer para atingir concretamente seus compromissos, com resultados para todos. Que diante do atual estágio de desenvolvimento humano, não deveriam ter que esperar pelas próximas gerações.